Um pouco da história da EB 2, 3 Paulo da Gama

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A escola Paulo da Gama, desde a sua instalação na Amora, há 40 anos, passou por diferentes fases e conheceu diferentes designações, de acordo com a evolução verificada no sistema educativo, desde Escola Preparatória, a Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos e sede do Agrupamento de Escolas Paulo da Gama.
A sua história começou na outra margem do rio Judeu, em terrenos da atual Escola Secundária José Afonso.
Em 1964, foi criada a secção do Seixal da Escola Industrial e Comercial Emídio Navarro (EICEN), onde foram ministrados o ciclo preparatório do ensino técnico e outros cursos definidos por despacho ministerial. Esta secção funcionou provisoriamente no antigo edifício da Creche da Mundet (atual colégio As Joaninhas), na Amora, transitando, em 1965, para um conjunto de pavilhões pré-fabricados no Bairro das Cavaquinhas (Arrentela).
Em 1967, em substituição do ciclo preparatório do ensino técnico, o Ministério da Educação criou o ciclo preparatório do ensino secundário, o qual começou a funcionar em outubro de 1968, autonomizando-se no interior da secção do Seixal da EICEN, pelo que os pavilhões em que decorriam as aulas passaram a constituir uma unidade escolar independente com o nome de Escola Preparatória de Paulo da Gama. Esta designação foi proposta pela Câmara Municipal do Seixal, homenageando o irmão mais velho de Vasco da Gama, seu companheiro na viagem de descobrimento do caminho marítimo para a Índia e presumível proprietário de terras localizadas no atual concelho do Seixal.
Três anos depois, em maio de 1971, há notícia do começo dos trabalhos para a construção da nova escola do Ciclo Preparatório a erigir na Quinta do Conde, ao Correr d'Água (Amora). As entidades locais falavam numa explosão demográfica no concelho do Seixal e o aumento da população escolar era uma das preocupações. A escola "do Ciclo" a construir destinava-se a substituir a das Cavaquinhas, que ficaria exclusivamente para Escola Industrial e Comercial, e era considerada a solução para uma situação "muito deficiente" no tocante aos estabelecimentos de ensino.
Outubro de 1973 é a data de abertura do novo edifício escolar – a ainda atual Escola Paulo da Gama, nome que herdou da escola das Cavaquinhas.
O Diretor, o escultor Joaquim Gomes Barbosa, acompanhou o processo de transferência de instalações da escola, mantendo-se no cargo até ao final desse ano letivo (1973/74).
Inicialmente, a escola funcionou só com o 2º Ciclo e chegaram a frequentá-la, no mesmo ano letivo, mais de 1500 alunos, distribuídos por quase 60 turmas, incluindo as do ensino noturno.
A partir do ano letivo de 1991/92, a escola passou a lecionar o 3.º Ciclo de escolaridade, havendo uma redução progressiva das turmas do 2.º Ciclo à medida que os alunos transitavam de um ciclo para o outro.
De entre os vários professores que desempenharam as funções de Presidente do Conselho Diretivo, no período entre 1974 e 2000, destaca-se o Professor António Veríssimo, que ocupou o cargo durante doze anos. Apesar dos mandatos não terem sido consecutivos, o seu estilo de liderança marcou profundamente o funcionamento da escola.

O Despacho n.º 13313/2003, de 8 de julho, criou o Agrupamento Vertical de Escolas Paulo da Gama, constituído inicialmente por cinco estabelecimentos de ensino, desde a Educação Pré-Escolar até ao 3.º Ciclo do Ensino Básico: Escola do 1º Ciclo (EB1), com Jardim de Infância (JI) do Fogueteiro, JI Quinta do Conde de Portalegre, EB1 Quinta do Conde de Portalegre e Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos (EB 2, 3) Paulo da Gama.
A Comissão Executiva Instaladora do Agrupamento liderou a gestão no ano letivo de 2004/2005.
A 1 de setembro de 2008, a EB1 de Paivas passou a integrar o Agrupamento, que se manteve assim constituído até hoje.
São, pois, muitos anos de caminho(s) trilhado(s) por muita gente – professores, funcionários, pais e encarregados de educação – na esperança constantemente renovada de contribuirmos para a formação de sucessivas gerações de jovens.
Têm sido anos cheios de histórias, expetativas, sonhos, ilusões (e algumas desilusões que o tempo e dias melhores ajudam a passar), tudo o que faz parte da nossa vida quotidiana.
E a história continua a fazer-se!...                            

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